Ota está de volta com A Garota Bipolar

O cartunista Ota, ex-Mad, é o primeiro lançamento de HQ nacional da Tai Editora. O livro é uma compilação da série A Garota Bipolar, que vem sendo publicada de forma independente pelo artista, em pequenas edições em formatinho (com mais de 3 mil exemplares vendidos de mão em mão em eventos). Agora, A Garota Bipolar ganha uma versão integral, no formato de álbum (20,5 x 27 cm), incluindo as inéditas tiras do quarto volume, ainda não publicado.

A edição de colecionador de A Garota Bipolar também traz, além do material inédito, muito material extra e marca o início da coleção de álbuns do Ota, pela Tai Editora.



O livro narra o dia a dia da convivência do Ota com Bibi: uma garota maluca que conheceu numa noite e se instalou na casa dele. Ota está apaixonado e fica obcecado pela ideia de fazer sexo com sua nova namorada. Bibi é uma garota problemática, traumatizada com homens, que já se casou trocentas vezes, mas não fez sexo com nenhum dos ex-maridos. Essa é a história de um conturbado casamento de menos de uma semana, entre os dois.Embora Bibi se considere esposa do Ota e diga que o ama, tem verdadeira aversão em fazer sexo com homens. Segundo ela, é "bissexual, mas só transa com mulheres". Ota é a "bola da vez" e tenta reverter a situação.

O livro mostra toda a glória e a agonia desse relacionamento, com direito a uma passagem do Ota pelo mundo dos mortos. Afinal, a esperança é a última que morre.

Ota é o nome artístico/personagem do cartunista, quadrinista, roteirista, editor e escritor brasileiro Otacílio D' Assunção.


Ota iniciou sua carreira em 1970, na extinta EBAL. Três anos depois, ingressou na editora Vecchi e, ainda em 1973, também lançou três edições, totalmente autorais, da revista Os Birutas. Nessa mesma época, colaborou para publicações de quadrinhos underground como A Roleta, Vírus e A Mosca.


Em 1974, Ota foi o responsável pela versão brasileira da revista humorística MAD, como editor.

Ainda pela editora Vecchi, Ota criou as famosas e, até hoje lembradas, revistas de terror Spektro, Pesadelo, Sobrenatural e Histórias do Além. Ota também colaborou na criação de Chet, uma "versão brasileira" de Tex, da Bonelli, tambem editado pela Vecchi.

Com o fim da editora Vecchi, em 1983, Ota voltou para a EBAL, onde trabalhou na editoração da revista Cinemin. No ano seguinte, a MAD voltou a ser publicada, dessa vez pela editora Record, e Ota voltou a ser o editor da revista.



Na fase da MAD na Record, Ota criou o "Relatório Ota", a sua seção mais famosa e longeva dentro da revista.

Pela Record também publicou o livro O Quadrinho Erótico de Carlos Zéfiro, com uma análise da obra de Zéfiro, criador de quadrinhos eróticos brasileiros na década de 1960.



Durante todo o período como editor da MAD, Ota seguiu fazendo inúmeros roteiros para os mais diversos quadrinhos. O Recruta Zero, na época publicado pela editora Globo, foi um deles. Uma das mais emblemáticas HQ's do Zero saiu em Almanaque do Recruta Zero nº 01, Zeronin, "por Frank Milho", é com Ota no roteiro. Uma impagável paródia com o mestre Frank Miller.


Em 1994, recebeu o prêmio de Melhor Revista Independente no Troféu HQ Mix, do Rio de Janeiro, pela criação da Revista do Ota, em 1993.



Com o fim da MAD pela Record, no ano 2000, um hiato ocorreu até que a Mythos assumiu a publicação. Lá estava Ota, outra vez, no comando da revista mais maluca do mundo.


Em 2005 e 2006, Ota assinou coluna sobre quadrinhos e tiras para o Jornal do Brasil e Folha Dirigida.


Com o fim da MAD pela Mythos, dois anos se passaram até que, em 2008, a Panini retorna com revista. A colaboração do Ota com a última versão da revista no Brasil durou apenas 7 edições. Ota então deixa, definitivamente, o cargo que ocupou por 34 anos e entra para a história como o maior editor da MAD no Brasil, já que a revista foi extinta em 2017.




MAD nº 01, da Mythos




Com um novo rumo em sua carreira, Ota foi responsável pela restauração, tradução e edição das revistas da Luluzinha e do Recruta Zero, álbuns do Mandrake e Fantasma, pela Pixel Media, selo adquirido pela Ediouro , e pela coleção de álbuns remasterizados de Asterix, pela editora Record.

Em 2016, lançou A Garota Bipolar e publicou de forma independente.

Agora, Ota prepara o primeiro volume em versão de álbum de A Garota Bipolar, pela Tai Editora, além de trabalhar com diagramação e letras de diversas obras que vem sendo trazidas para o Brasil por editoras como Lorentz, Figura, entre outras.


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