Crazy Jack: o resgate da ficção clássica dos quadrinhos

April 21, 2020

 

Em 03 de janeiro de 1985, a Editorial Columba, da Argentina, estreava Crazy Jack, criação de Manuel Morini (sob o pseudônimo Gustavo Amézaga) e Rubén Meriggi. A revista D'Artagnan foi a publicação escolhida para abrigar as aventuras de Jack Robinson, um ex-militar que se tornou mercenário em um futuro distópico.

A série ficou nas páginas da D'Artagnan até agosto de 1997, totalizando 74 episódios pela Editorial Columba, sempre com a dupla de criadores na linha de frente da produção. 

 

 

Nos primeiros episódios já percebe-se a influência do cinema de ficção dos anos oitenta. Todo o cyberpunk, aquelas figuras que habitam os universos apocalípticos de outrora estão presentes em Crazy Jack.

 

Tudo na série é executado com maestria pela dupla de criadores e o sucesso do gigante de cabelos brancos, como é conhecido, foi imediato.

 

A premissa na segunda fase da série muda um pouco. A Terra continua um lugar decrépito, mas, Jack já não está mais preso a ela. Suas desventuras agora cruzam planetas e ele volta a bater de frente com velhos inimigos dos tempos de militar: os androides.

 

O contexto geral da série é bem simples e de fácil entendimento. A Terra havia sido deixada à deriva pela sua elite dominante, que construiu seu paraíso em Marte. Isso acarretou o caos apocalíptico e terminou com a sociedade como conhecemos hoje.

 

A conquista do espaço gerou ainda mais frutos para uma parcela diminuta da humanidade, mas também criou atritos infinitos com uma nova raça de androides criada justamente para os fins desbravatórios espaciais.

 

Os androides revoltosos se refugiaram em Plutão, o gélido planeta onde os humanos não podiam sobreviver. Lá, eles aprenderam a se auto-replicarem e formaram um verdadeiro exército para contra-atacar os avanços da humanidade, ou pelo menos parte dela. Esse evento foi chamado de As Guerras Negras.

 

Tudo isso é pano de fundo para o dia a dia de Jack, somente revelado nesta segunda fase, demonstrando o empenho de Manuel Morini em criar todo um universo coeso, indo mais além do que uma simples distopia.

 

É justamente nessa fase que conhecemos o General Robinson, pai de Crazy Jack, no evento chamado A Saga do Fantasma

 

 

Nesse arco especificamente, temos uma aventura espacial fantástica, cheia de ação, senso de honra e redenção. Descobrimos que o general Robinson morreu em Plutão, como um traidor. O seu fantasma regressa do limbo para encontrar seu filho, vinte anos depois do ocorrido. Ambos se juntam em uma derradeira missão em busca da verdade e justiça.

 

Enfim, todos os elementos de aventura e ficção clássicos estão presentes em Crazy Jack. Tudo com a extraordinária arte de Rubén Meriggi, um gigante dos quadrinhos argentinos e mundiais.

 

 

 Crazy Jack - A Saga do Fantasma é o álbum de estréia do personagem no Brasil. Uma publicação da Tai Editora. A graphic novel já está disponível na Amazon e no site da Tai. O preço, extremamente acessível para os dias de hoje (R$ 19,90). Aliás, esta tem sido uma das políticas da editora para as suas publicações: quadrinhos com preços justos. Nenhuma das publicações da Tai possuem valores acima de trinta reais. Um grande auxílio aos leitores em tempos turvos no qual vivemos.

 

 

 

 

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